STJ nega liberdade a empresário suspeito de pagar propina em contratos da Educação da PB


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, na segunda-feira (28), o pedido de habeas corpus movido pela defesa do empresário e ex-secretário do governo de Alagoas, Jardel Aderico, que foi preso na Operação Calvário. Alvo de mandado na 5ª fase da ação, no começo de outubro, Aderico ficou foragido por mais de uma semana, até se entregar em Alagoas. Ele é suspeito de pagar propina para fornecer livros para a Secretaria de Educação da Paraíba.

A decisão contrária a Jardel Aderico foi do ministro Nefi Cordeiro, da Sexta Turma do STJ. Ele seguiu mesma linha adotada anteriormente, que também manteve presos o ex-secretário de Turismo da Paraíba. Ivan Burity, e o ex-diretor do Hospital Geral de Mamanguape, Eduardo Simões Coutinho. Os dois também foram presos na 5ª fase da Calvário.

Aderico é acusado do pagamento de R$ 4 milhões a título de propinas a autoridades da Paraíba. Já Ivan Burity e Eduardo Coutinho são apontados como arrecadadores no suposto esquema criminoso.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Aderico pagou propina para que pudesse fornecer livros para a Secretaria Estadual de Educação da Paraíba. -A J.R. Araújo Desenvolvimento Humano Eireli/Editora Inteligência Relacional, cuja propriedade pertence atualmente a Jardel Aderico da Silva, teria contribuído com pagamentos de propina e firmado, entre 2014 e 2018, contratos com o Estado da Paraíba, mediante inexigibilidade de licitação, no montante de R$ 66.773.136,00 (sessenta e seis milhões, setecentos e setenta e três mil, cento e trinta e seis reais)-, diz trecho da decisão judicial.

Jardel Aderico da Silva é ex-secretário de Prevenção à Violência do governo de Alagoas. Ele atuou na gestão de Téo Vilela e também na do atual governador, Renan Filho (MDB).

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